Entrevista com uma Super Mulher Normal – Edna Barbosa de Souza

Postado por Cris Rajão em Cultura, Entrevistas

 

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Não conheço Edna Barbosa de Souza pessoalmente, mas estou sonhando em sentar para bater um papo e tomar um café com ela. Por que  temos que correr tanto??? Quem sabe após seu retorno de Genebra.

Meu desejo em conhecê-la não é somente por termos afinidades (o mundo literário), ou por eu também querer um dia escrever um livro infantil, mas sim por perceber  pelas nossas conversas que Edna é uma Super Mulher Normal que tem muito o que acrescentar.

Conheça um pouco do trabalho desta Super Competente Mulher Normal… E, claro!!! Corra até a livraria mais próxima e adquira seus livros para os rebentos ou para presentear.

Nome: Edna Barbosa de Souza

Profissão: Pedagoga, Analista Pedagógico no Coleguium, Educadora e Escritora

Idade: 47

Como era a Edna criança?

A Edna criança era sapeca e agitada, uma menina que amava ouvir histórias e contá-las aos coleguinhas. Na escola regular eram poucas as contações de história pela professora. Chego a me lembrar da Professora contando a História da Galinha Ruiva. Então, o momento mais precioso pra mim era o da escola dominical, quando  eu ouvia as professoras contando histórias.Isso aumentava minha expectativa de aprender a ler e a ter mais contato com livros. Lembro-me que com dez anos eu ganhei, da minha vizinha, um livro de poemas do Autor Gióia Junior. Esse livro tinha a capa dura e eu fiquei apaixonada por ele, pois era um presente de inestimável valor. Então meu desejo era ter livros…

Em que momento você decidiu que queria escrever livros infantis?

Eu contava e lia histórias para minhas filhas e via o resultado na vida delas, e o quanto elas se envolviam nas histórias. Isso fez com eu virasse um referencial de leitura pra elas, e incentivou e influenciou no processo de aquisição da leitura na vida delas. Quando eu comecei a trabalhar na UMEI (Unidade Municipal de Ensino Infantil) contava e lia as mesmas histórias para as crianças e presenciava o mesmo processo na vida delas. A partir daí comecei a publicar minhas histórias infantis.

Fale um pouco de suas obras…

Escrevi três livros: ‘

“Birosca quer fugir de casa”, o peixinho sapeca que mora no parque municipal – Hoje ele é mascote da lagoa do Quiosque – que decide fugir daquela linda lagoa por causa dos presentes que ganha dos milhares visitantes que passam por lá, mas é pego pela vizinha e amiga da mãe, D. Carpa;

“Calango Tango”: o calango que perdeu o rabo, um Calango vaidoso que amava seu rabo e se achava o mas veloz de todas as espécies da rua em que morava, até perder um pedaço de seu rabo no trânsito. Transtornado resolve juntar dinheiro para fazer uma cirurgia plástica e recolocar o rabo no lugar;

e o “Rato Zé”: o rato que queria morar na escola (lançamento no Salão Internacional do livro de Genebra). O ratinho que se espelhava em sua avó, descobre o segredo da inteligência e sabedoria dela. Então, parte em busca da sabedoria, até descobrir que houve um erro de interpretação.

Qual o papel da literatura na vida de uma criança?

Dentre tantos, essa ferramenta agradável, o livro infantil, dá acesso ao mundo da cultura e facilita o processo de aprendizagem e aquisição da leitura e da escrita.

Como pais podem incentivar os pequenos a serem amantes dos livros?

Os pais podem incentivar os pequenos, contando histórias desde a primeira infância ou desde a gestação… Além disso, lendo, sendo o referencial de leitura dos filhos. Quando a criança vê os pais praticando a leitura, aguça-lhes o interesse em decifrar aquilo que esta sendo mostrado nos livros. Acredito também, que contar as próprias histórias de vida é um fator importante. Mesmo que seja um exemplo negativo, pois vem com a lição de que “se tivesse a oportunidade de voltar naquele tempo…”

Quais seus próximos projetos?

O meu próximo projeto será criar um CD com a história “A formiguinha Ninha e o Tamanduá Bandeira”.  Nele eu contarei a história e as crianças do Projeto Social Recriarc cantarão as músicas que fazem parte do repertório.

O que aguça sua imaginação?

Minha imaginação é aguçada na convivência com a criança, seu universo. Quando presencio a expectativa de cada uma delas ao ouvir as histórias e quando vejo como elas vivenciam novas situações e novos personagens a partir da história contada.

Qual sua expectativa em relação feira literária de Genebra?

A minha maior expectativa é em relação a minha carreira literária, não somente entrar no universo literário internacional, pois não é tão fácil e nem o mais importante, mas também de ampliar esse espaço literário brasileiro, além de poder ter uma valorização maior. Com relação a vendas, é tudo muito novo e dizem pra eu não gerar muita expectativa, mas eu acredito que Deus nos surpreende a cada dia.

 

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